Grécia, passado e presente
José Carlos Alexandre
Em 1010 passei dois ou três dias em Atenas e navegando por ilhas gregas. Vendo heróis mitológicos, visitando-os em museus fechados ou a céu aberto.
Um ato falho meu e de minha adorável companheira de todas as jornadas: deixamos de visitar a heroína de hoje: a secretária-geral do KKE, Aleka Papariga.
Deparamos com uma Grécia pobre, com guias se queixando já da falta de movimento, donos de casas de espetáculos se recordando de eras de maior movimento e mesmo hotéis e restaurantes com saudades de dias melhores.
De lá para cá a récia mudou muito.
Para pior.
Hoje é praticamente refém do FMI e de suas ou três potências da União Europeia.
Mas seu povo está agora nas ruas.
Luta bravamente, como se tivessem pela frente outra guerra contra os persas, ou os troianos.
Seu povo tem um inimigo pior que os do passado de lendas e semi-lendas: o Capitalismo o opressor, vivendo talvez seu derradeiro estágio e por isso mesmo mais violento, mais voraz.
Já se vislumbra sobre o Monte Olimpo ou sobre as maravilhosas luzes da Acrópole, o brilho do Socialismo libertador.
Mas o momento é delicado.
É de enfrentar tropas nas esquinas, em frente ao Parlamento, nas escadarias da Acrópole, em quase toda a Ática. Garbosos tais como os titãs, os trabalhadores não se rendem.
E tome pancadas, bombas de efeito moral e balas de borrachas...
Homens e mulheres , heróis e heroínas dos novos tempos. Construtores anônimos de uma nova sociedade.
Onde possa haver paz, justiça social, trabalho honesto e salários dignos para todos, até o dia em que os trabalhadores possam subir ao pódium para sempre...




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