Manifestantes protestam contra elevação das tarifas do transporte público em Santiago do Chile
Organizações sociais convocaram uma manifestação hoje no central Passeio Ahumada desta capital, em rejeição às constantes altas das tarifas do transporte público.
Através de um comunicado circulado nas redes sociais, agrupamentos como o Comitê de Usuários do Transantiago (sistema de ônibus urbanos) criticaram o aumento dos preços do transporte público que entrou em vigor na segunda-feira passada.
A medida elevou o valor do bilhete do Metrô para 660 pesos chilenos, equivalentes a 1,40 dólares, enquanto o do chamado micro subiu para 580 (1,20 dólares aproximadamente).
De acordo com analistas locais, o custo médio para um chileno em seu translado diário de casa ao trabalho e vice-versa é neste momento de cerca de 85 dólares mensais, sobre a base de apenas 25 dias.
Considerando-se que habitualmente em um lar do Chile mais de uma pessoa trabalha, a soma se duplica ou triplica e isso ocorre também em um país onde a educação dos filhos representa o endividamento das famílias por toda vida, atendendo a um salário mínimo em torno de 180 mil pesos (380 dólares mensais, segundo a atual taxa cambial).
Um painel de assessores do Ministério de Transporte explicou que o aumento das tarifas desta vez se deve ao déficit de financiamento que o sistema da locomoção coletiva tem, além da influência do valor do dólar e do preço do diesel, argumentos trazidos a mão reiteradamente nos últimos dois anos.
As organizações sociais condenam também que o Estado subsidie as utilidades das empresas privadas que administram o sistema de transporte público, o qual consideram inclusive deficitário, apesar de seu astronômico custo.
Cerca de 2,3 milhões de chilenos utilizam diariamente o metrô e o ônibus urbanos, identificados nesta cidade como Transantiago.(Com a Prensa Latina)

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