A morte de Marília Costa Machado enluta o SEPE

Abu Jamal

                  É  com imenso pesar que o coletivo "LUTA PELA EDUCAÇÃO" e o "DIÁRIO DA CLASSE" comunica o falecimento da camarada, companheira e amiga MARÍLIA COSTA MACHADO.

O sepultamento se dará no Cemitério Municipal de Itaboraí


O Sepe comunica com pesar o falecimento da professora da rede estadual Marília da Costa Machado, profissional emilitante de lutas históricas do sindicato, que morreu ontem, no início da noite. Marília Machado foi uma militantedesde os tempos da fundação do Sepe que pautou a sua luta na defesa dos direitos humanos e da educaçãopública de qualidade. O reconhecimento da sua luta se comprova pela homenagem que recebeu em vida dos seus colegas que deram seu nome à biblioteca do CIEP Vital Brasil, em São Gonçalo. O sepultamento será realizado noCemitério Municipal São João Batista, em Itaboraí, às 15h30m desta quinta-feira (dia 16/2).
Entre outras lutas pela defesa de uma sociedade mais justa e humana, como a participação em campanhas domovimento civil contra as invasões do Afeganistão e do Iraque e a presença das forças armadas brasileiras no Haiti,Marília também se destacou na luta contra a condenação à morte do militante negro norte-americano Mumia Abu Jamal, que, graças à luta de entidades classistas do mundo inteiro, teve comutada recentemente a sua sentença àpena capital nos Estados Unidos. Abaixo um poema de Marília Machado, elaborado para homenagear Abu Jamal:


 ABAIXO A PENA DE MORTE RACISTA!



PRELÚDIO PARA JAMAL


Marilia Machado



Você
 é a luta de todos nós:


dos que já se foram


e dos que ainda virão.
A essência da liberdade


buscando a libertação 


É quem vive no Brasil


ou em qualquer outra nação.


A dor de quem é escravo
num
 mundo de tantos senhores,


das vítimas de tantos horrores


no campo, cidade ou favela.




É
 aquele que escreve a história


com força e convicção.
Um herói sem fantasias


que não serve à alienação,


a voz que não quer calar


diante de tanta opressão,


um desejo de justiça,


um clamor do coração.



Você
 é um grito na garganta


de cada negro que chora,


de cada humano marcado
pelas
 torturas do mal.


Você é paz, às vezes guerra.


Você é MUMIA ABU JAMAL


Fonte: SEPE/RJ



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