Quase mil pessoas visitaram o Mausoléu de Lenin
Cerca de mil pessoas visitaram hoje o Mausoléu de Vladimir I. Lenin, na praça Vermelha desta capital, no primeiro dia para visitas de excursionistas, depois de uma restauração de quase meio ano.
Uma longa fila do público foi apreciável minutos após a abertura às 10:00 hora local, nas Muralhas do Kremlin, vigiadas por policiais, segundo constatou esta agência.
Desde dezembro e até abril, a propósito de celebrar-se o natalício 143 do líder da primeira Revolução Socialista, o mausóleu esteve coberto por uma cúpula branca e rodeado por uma gigante armadura de aço, durante a reconstrução dos alicerces do histórico edifício.
Como tradição, o monumento protegido pela Unesco, continua sendo um lugar onde moscovitas e visitantes estrangeiros preferem fazer uma fotografia como depoimento.
Enquanto esperava para entrar, um jovem russo do público disse à Prensa Latina que é um lugar obrigatório para repassar a história deste país, simultaneamente do desejo de experimentar sentimentos e impressões para uma figura mundialmente reconhecida.
Tanto é assim, que apesar do sol abrasador do meio dia e o intenso calor, que rompe recordes em Moscou, pessoas de diferentes nacionalidades e gerações diversas completam por minutos a interminável fila, que se distingue de outros excursionistas, de passeio pela Praça Vermelha.
Ante a proibição para entrar com câmeras fotográficas e de vídeo, e celulares, é constante a concentração em frente ao monumento, desde a praça, para fazer-se instantâneas.
Turistas da China, República da Coreia, Estados Unidos, Espanha, e até da Argentina e Brasil se dirigiram até o lugar para ver a tumba do líder do proletariado mundial.
Um primeiro tenente da polícia comentou a esta agência que apesar do considerável número de visitas recebidas em três horas, a participação é baixa com respeito às habituais jornadas de fim de semana, quando as cifras ascendem a seis ou sete mil visitantes.
Em sua opinião, as estatísticas são também parte do debate que gera a personalidade de Lenin, na sociedade russa polarizada, praticamente à metade entre quem consideram que seu corpo devia ser sepultado e os que se manifestam contrários, o que corroboram pesquisas.
O monumento, um projeto do arquiteto Alexei Schúsev, permaneceu mais de 80 anos sem submeter a uma restauração capital.
Segundo o Serviço Federal de Proteção, durante os trabalhos de reconstrução, o sarcófago com o corpo de Lenin foi transladado à Sala Memorial, e a tumba não sofreu afetações.(Com a PL)

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