Outra Sucursal do Inferno em Minas: a Penitenciária Nelson Hungria. A expresso "Sucursal do Inferno" foi usada primeiramentr pelo jornalista José Franco, numa série de reportagens nos anos 50 ou 60 sobre o sistema manicomial do Estado, na abordagem do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, em Minas Gerais. Os trabalhos do jornalista sapiram na revista O Cruzeiro, uma referência do jornalismo brasileiro, antes do surgimento da "Realidade", o grupo Abril. Volto à expressão referindo-me a relatos sobre o que ocorre na Penitenciária Nelson Hungria. Ah! Antes que o Palácio Tiradentes venha a falar em privatizar o sistema penitenciário em Minas Gerais, aviso que eu e muita gente pensante em Minas Gerais são contrárias. Mesmo porque esta história de pareria púbico-privada nunca me cheirou bem...
Penitenciária, conheça
a outra sucursal do Inferno
José Carlos Alexandre
a outra sucursal do Inferno
José Carlos Alexandre
1-Tortura
2-Ambiente inslalubre
3-Buscas vexatórias
2-Ambiente inslalubre
3-Buscas vexatórias
Por ocasião do Congresso de Segurança Pública realizado em Minas, quando fui um dos representantes do Conselho Estadual de Direitos de Defesa dos Direitos Humanos, tive ocasião de denunciar as torturas ainda praticadas contra presos comuns, embora o Brasil seja signatário da Convenção contra Tortura aprovada pela ONU. Quando estive na sede das Nações Unidas, em Nova York, cheguei a obter um exemplar mas o tempo encarregou-se de fazê-lo desaparecer.
O artigo que escrevi a respeito dos maus-tratos no sistema penitenciário mineiro foi boicotado no informativo a respeito do Congresso de Segurança Pública pelo Ministério da Justiça. Tampouco jornais mineiros quiseram publicá-lo. Fiquei isolado com a denúncia estampada aqui neste blogue.
Agora, graças à comissão especial do CONEDH que visitou as penitenciárias Nelson Hungria, em Contagem, e de Ponte Nova, as irregularidades novamente estão vindo à tona.
Constam do relatório oficial da Comissão ao qual ainda não tive acesso. Mas trechos do mesmo foram relatados na última reunião do Conselho. Só posso por enquanto dizer que a situação do sistema prisional mineiro varia do céu ao inferno.
No caso da Penitenciária Nelson Hungria, pode ser comparada ao inferno. E haveria até uma espécie de acordo tácito entre os prisioneiros e a secretaria de Defesa,para que a Penitenciária continue existindo. Isto porque os presos teriam força sufciente para liquidá-la quando bem entender...
Lá as torturas continuam, a assistência médica é precária, a ponto de os próprios presos estarem dispostos a contatar o Conselho Regional de Medicina para ver se a um modo de impedir que médicos continuem ganhando apenas mil e duzentos reais por mês, e trabalhando em ambiente insalubre , o que é vexatório e estimulante apenas do trabalho voluntário...
Não há número de agentes necessário, há excesso de violência e até de abusos, como no caso de senhoras que levam bolos caseiros, feitos com todo o carinho para os presos e eles os recebem todo esfarinhados, devido às buscas humilhantes.
Também há denúncias de venda de celulares na Penitenciaria a preços que podem chegar a cinco mil reais.
E há idosos sem dispor de colchões inadequdos ou simplesmente sem eles...
Céus, é muito sofrimento para seres humanos já privados do pior:da liberdade...
Quanto aos problemas da Penitenciária de ponte Nova, o céu, em termos de sistema prisional do estado,há poucos reparos a fazer. Um deles seria o desparecimento de encomendas para os detentos.
vamos ficar atentos já que o CONEDH ficou de distribuir cópias dos relatórios para todos os conselheiros na segunda-feira.
Por questão de ética nao poderia divugá-los mas reservo-me o direito de fazer algumas observações como estas, não só na qualidade de jornalista mas como militante político, defensor dos direitos humanos. Mesmo porque as reuniões do Conselho são públicas...

Comentários
E em segundo lugar as pessoas tem mania de defender bandido, ai quando eles são soltos e roubam, matam, e praticam diversos atos criminosos fazem o que?