sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

45 a.C.: Ano Novo passa a ser comemorado no dia 1º de janeiro


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                Festa de réveillon celebrada em Londres, capital da Inglaterra, em 2013
                                                                                     

Max Altman

No ano 45 a.C., o dia do Ano Novo é celebrado no dia 1º de janeiro pela primeira vez na história, quando passou a vigorar o Calendário Juliano, antecessor do nosso atual, durante o Império Romano.

Logo depois de se tornar ditador romano, Júlio César decidiu que o tradicional calendário romano, que mostrava uma situação calamitosa, necessitava de reforma. 

Introduzido por volta do século VII a.C., o calendário romano tentava acompanhar o ciclo lunar, porém frequentemente se punha defasado ou perdia a sincronia com as estações e tinha de ser corrigido.

Além do mais, o organismo romano encarregado de supervisionar o calendário abusava amiúde de sua autoridade adicionando dias para estender os termos políticos ou para interferir nas eleições.

Ao montar seu novo calendário, César convocou a ajuda de Sosígenes, um astrônomo de Alexandria, que o aconselhou a abandonar completamente o ciclo lunar e adotar o ciclo solar como faziam os egípcios. 

A duração do ano foi calculada em 365 dias mais ¼ e Júlio César adicionou 67 dias ao ano 45 a.C., fazendo o ano 46 a.C. começar em 1º de janeiro em vez de 1º de março.

Decretou também que a cada quarto anos um dia deveria ser adicionado ao mês de fevereiro, o que teoricamente evitaria que o calendário perdesse o compasso ou a sincronia.

Pouco antes de seu assassinato em 44 a. C. mudou o nome do mês Quintilis para Julius (Julho) em sua própria homenagem. Mais tarde, o mês de Sextilis foi alterado para Augustus (Agosto) que era o nome de seu sucessor.

A celebração do dia do Ano Novo em 1º de janeiro caiu em desuso durante a Idade Média e mesmo aqueles que obedeciam estritamente o calendário Juliano não observavam o Novo Ano exatamente em 1º de janeiro.

A razão para este comportamento se devia à falha de cálculo de Sosígenes e César. O valor correto para o ano solar era de 365,242199 dias e não 365,25 dias. Portanto, um erro de 11 minutos por ano acrescentou 7 dias por volta do ano 1000 e 10 dias em meados do século XV.

A Igreja Católica Romana tomou consciência desse problema e, nos anos 1570, o papa Gregório XIII designou o astrônomo jesuíta Cristóvão Clávio para organizar um novo calendário.

Em 1582, o calendário gregoriano foi implementado, omitindo 10 dias daquele ano e estabelecendo a nova regra de que apenas um em cada quatro anos seria ano bissexto.

Desde então, os povos de todo o mundo reúnem-se em massa no dia 1º de janeiro para celebrar a chegada do Ano Novo. (Com Opera Mundi)

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