quinta-feira, 11 de maio de 2017

Conjunto de tumbas de 1,8 mil anos é descoberto no centro da China

                                                                    
Um complexo de tumbas, provavelmente de pessoas nômades, foi descoberto recentemente no sitio arqueológico de Yinxu, na cidade de Anyang, Província de Henan (centro).

Mais de 90 tumbas foram escavadas, entre as quais 18 que se acredita ser o local de descanso final de um grupo nômade. 

Ao julgar pelas amostras de terra e artigos desenterrados, acredita-se que as tumbas tenham ao redor de 1,8 mil anos de idade, segundo a estação de Anyang do Instituto de Arqueologia da Academia Chinesa de Ciências.

Shen Wenxi, da estação, disse que as provas indicam que o vilarejo de Dasikong, a área onde as tumbas estão localizadas, foi uma colonia humana já na Dinastia Shang (1600 a.C.-1046 a.C.). As 18 tumbas nômades, que são relativamente pequenas e feitas de tijolos, provavelmente foram construídas depois da Dinastia Shang.

Os objetos fúnebres incluem panelas de bronze e ferro, espadas curtas de ferro e pontas de ágata pequenas em cordas -- todos os itens típicos das pessoas nômades naquele tempo. Especialistas acreditam que as 18 tumbas possam pertencer aos nômades do norte que se reassentaram no centro da China.

Entre os restos mortais está um esqueleto humano bem preservado, que inicialmente foi confirmado ser de um homem de mais de 1,60m de altura. Antropólogos analisarão os restos mortais para conhecer as origens destas pessoas nômades, disse Shen.

Nos anos 1950, uma tumba contendo itens de enterro semelhantes foi descoberta em Dasikong. O descobrimento desta vez, porém, foi a primeira vez em que um complexo de tumbas tão grande de nômades foi descoberto em Anyang. Mais exploração continuará.

Yinxu, ou as Ruínas de Yin, é um dos sítios arqueológicos mais antigos da China. Com o nome da última capital de Shang, as Ruínas de Yin foram onde os caracteres chineses escritos mais antigos foram descobertos, entalhados em ossos e conchas de tartarugas.

(Com Xinhua/Rádio Internacional da China)

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