quinta-feira, 6 de abril de 2017

Edição falsa de O Globo é distribuída em São Paulo com renúncia de Temer na capa

                                                             
Uma edição falsa de O Globo foi distribuída nesta sexta-feira (31) próximo a estações de metrô e algumas bancas de jornal na região central de São Paulo. 

Em formato tablóide e com data de 1º de abril, a publicação traz o anúncio da renúncia do presidente Michel Temer e outras notícias falsas, como a informação de que os deputados federais passarão a receber salário mínimo. 
Crédito:Reprodução Facebook/Jornalistas livres

A edição "fake" também traz um editorial fictício do governador Geraldo Alckmin e uma entrevista falsa com o juiz Sergio Moro. O material apócrifo traz ainda falsos anúncios com ataques a empresas como Odebrecht, Friboi e Nestlé. 

Em nota publicada em seu site, O Globo "vê no episódio uma atitude criminosa e vai tratar o assunto através de seu Departamento Jurídico".

Fundo de pesquisa visa combater informações falsas

Um grupo que reúne gigantes da tecnologia, fundações sem fins lucrativos e universidades americanas lançaram uma iniciativa para frear a proliferação de notícias falsas pela internet. Entre os participantes do grupo estão o Facebook, a Fundação Ford, a John S. and James L. Knight Foundation e a Mozilla (fundação criadora do navegador de internet Firefox).

A Agência AFP acrescenta que as empresas vão criar um fundo de US$ 14 milhões para financiar a empreitada, que visa a combater as notícias falsas a partir de um metódico esquema de checagem, conforme anunciado ontem.

O projeto, batizado de News Integrity Initiative (Iniciativa pela Integridade das Notícias, em tradução livre)será capitaneado pela City University of New York (Cuny).

A ideia é ajudar internautas a terem maior discernimento sobre o que leem e compartilham, além de valorizar o conteúdo jornalístico. Uma série de encontros, projetos e pesquisas na área serão promovidos pela iniciativa.

Em janeiro deste ano, o Facebook lançou o “Projeto Jornalismo” para aprofundar seu relacionamento com as organizações de mídia.

A rede social foi alvo de críticas após notícias falsas disseminadas na plataforma serem apontadas como um dos fatores que pesaram na eleição presidencial dos EUA, quando Donald Trump foi eleito.

Desde então, o fundador, Mark Zuckerberg, anuncia planos para combater a circulação de notícias falsas na rede.

(Com o Portal Imprensa/ABI)

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