quinta-feira, 27 de julho de 2017

Maduro propõe 'diálogo' e 'reconciliação' com oposição

                                                                            
Multidão acompanhou discurso de Maduro em Caracas

Presidente venezuelano pediu a opositores que deixem de lado o "caminho insurrecional" e voltem foco para Constituição; votação está prevista para domingo (30/07)
      
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu nesta quinta-feira (27/07) que a oposição participe de uma "mesa de paz e reconciliação" nas próximas horas, um sinal de abertura ao diálogo antes da eleição de domingo (30/07), que vai escolher os representantes da Assembleia Nacional Constituinte.

Maduro pediu aos opositores que deixem de lado o "caminho insurrecional" e voltem seu foco para a Constituição, pedindo antes do início do pleito a instalação de uma "mesa de diálogo, acordo nacional e reconciliação da pátria".

"Porque, se não for assim, eu entregarei à Constituinte todo o poder de convocar de maneira obrigatória um diálogo nacional de paz com uma lei constitucional", disse Maduro em ato de encerramento da campanha. Para ele, “não há outra alternativa” a não ser a Constituinte.

A ideia de formar uma "mesa nacional de entendimento para discutir os grandes temas do país" veio no último dia da greve geral de 48 horas convocada pela oposição para pressioná-lo a desistir da Constituinte. 

O presidente recriminou várias vezes os "atos terroristas" cometidos durante os protestos convocados pela oposição. Várias das manifestações terminaram em confronto com as forças policiais, deixando, desde abril deste ano, 104 pessoas mortas no país.

Para opositores, a assembleia servirá para a consolidação de uma “ditadura” na Venezuela. O processo também é criticado por vários países além de EUA, Colômbia e México, entre eles o Brasil.
                                                                      

'Mister Trump, go home'

Maduro fez ataques contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e o da Colômbia, Juan Manuel Santos, que pediram que Caracas suspendesse a convocação da Constituinte. O líder chavista chamou Trump de "imperador" e afirmou que Santos seria um "súdito e vassalo" do presidente americano.

"E, o México, no governo mais entreguista e assassino que teve o país, o de [Enrique Peña Nieto], segue-se fazendo referências ao imperador Donald Trump, que lhe deu a ordem de pedir à Venezuela que suspenda a Constituinte", disse Maduro, incluindo o presidente mexicano entre seus alvos.

"O que fazemos? A quem obedecemos? Quem manda na Venezuela? Digo ao imperador Donald Trump: na Venezuela manda o povo venezuelano", afirmou. "Mister Trump, go home", completou Maduro.

(Com Opera Mundi)

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