quarta-feira, 26 de julho de 2017

Venezuela denunciará Estados Unidos, Colômbia e México por tentar derrubar Maduro (A matéria é de Opera Mundi)

                                                                                                 Efe

Denúncia será feita em órgãos multilaterais internacionais; ainda nesta quarta, EUA impuseram sanções contra 13 funcionários ou ex-funcionários do governo venezuelano
      
O governo da Venezuela vai denunciar em "todos os canais diplomáticos" os Estados Unidos, a Colômbia e o México por conspirar para derrubar o presidente Nicolás Maduro e "lograr uma transição" no país. O anúncio foi feito por Caracas nesta quarta-feira (26/07) na Organização dos Estados Americanos (OEA).

México e Colômbia negaram que estariam trabalhando com a Agência Central de Inteligência (CIA) americana para tirar Maduro do poder.

Sara Lambertini, segunda-secretária venezuelana na OEA, afirmou que Caracas vai levar a denúncia à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), à União de Nações Sul-Americanas (Unasul), à Associação de Estados do Caribe e ao Movimento dos Países Não Alinhados.

Na segunda (24/07), o chanceler venezuelano, Samuel Moncada, acusou o México e a Colômbia ao afirmar que o diretor da CIA, Mike Pompeo, disse na semana passada que estava trabalhando com esses dois países para, segundo o ministro, "derrubar o governo democrático da Venezuela".

Lambertini, que hoje leu na OEA um comunicado do governo venezuelano, disse que Caracas "repudia as declarações do diretor da CIA" e "denuncia perante a comunidade internacional as agressões sistemáticas dos EUA contra a Venezuela". O governo de Maduro acusa também os EUA de "financiar a oposição" com o objetivo de "desestabilizar" e rejeita as "medidas coercitivas unilaterais" contra altos cargos do Executivo.

México e Colômbia pertencem ao grupo de 14 países - em que também estão os EUA - que defende que a OEA faça uma intermediação na crise venezuelana.
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Sanções

Os Estados Unidos impuseram nesta quarta sanções contra 13 funcionários ou ex-funcionários do governo da Venezuela por supostos abusos de direitos humanos, corrupção ou “ações para minar a democracia”, em uma tentativa de pressionar Maduro a suspender a eleição para a Constituinte. Os listados terão seus bens nos EUA congelados e não poderão fazer negócios com norte-americanos.

Entre os sancionados, estão o chefe da Comissão Presidencial para a Constituinte e ex-vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, a ex-ministra e também membro do órgão liderado por Jaua, María Iris Varela, e o defensor público Tarek William Saab.

Também estão na lista o ministro do Interior, Justiça e Paz, Néstor Reverol, o comandante da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), Sergio Rivero Marcano, o chefe da Polícia Nacional Bolivariana, Carlos Alfredo Pérez, e o comandante do Exército, Jesús Suárez. Além disso, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou pessoas ligadas à estatal petroleira PDVSA e representantes do setor econômico do país, como o presidente do Centro Nacional de Comércio Exterior, Rocco Albisinni Serrano.

Além disso, Washington voltou a ameaçar Caracas. "Vemos a data de 30 de julho como uma linha vermelha que, se for cruzada, poderia representar o fim da democracia na Venezuela", disse aos jornalistas um funcionário do alto escalão do governo do presidente Donald Trump, que pediu anonimato.

"Estamos preparados para anunciar que quem decida se unir à Assembleia Nacional Constituinte deverá saber que seu papel na hora de minar os processos democráticos e as instituições da Venezuela está exposto a possíveis sanções dos EUA", disse a fonte.

O vice-presidente do PSUV (Partido Socialista Unificado da Venezuela), Diosdado Cabello, afirmou que a convocação da Assembleia é um “processo imparável”.

“No dia 30 de julho, o povo sai para votar. Setenta e duas horas depois, deve estar instalada a Assembleia Nacional Constituinte. No dia 30 de julho, a Venezuela deve começar a entrar definitivamente no rumo de uma paz verdadeira, uma paz com justiça, uma paz onde os venezuelanos e venezuelanas se sintam com tranquilidade para olhar o futuro”, afirmou.


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