sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Cine ABI inaugura sessão de cinema com debates

                                                                   

O Cine ABI, em parceria com a Sobepi – Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas da Infância apresentará, no dia 1º de Dezembro, terça-feira, o filme “A Caça”, do cineasta dinamarquês Thomas Vinterberg. A sessão gratuita terá início às 17h30, na Sala Belisário de Souza, no 7º andar da sede da ABI, localizado na Rua Araúlo Porto Alegre, 71, Centro do Rio.

A sessão inaugura a série “Um Olhar Psicanalítico sobre o cinema “, que será realizada semanalmente na ABI. Após a exibição do filme haverá um debate com a participação do público e de profissionais da Sociedade de psicanálise. Com 22 anos de experiência, a Sobepi é uma instituição que procura articular a psicanálise nas práticas sócio-institucionais que envolvem a infância e a adolescência brasileira.

Entre os objetivos da parceria está a promoção de uma reflexão sobre a concepção de infância e adolescência através da psicanálise e do cinema.

O exibição será seguida de debate com as presenças de Domingos Meirelles, jornalista e presidente da ABI, e das psicanalistas e diretoras da Sobepi Lourdes Lira Rosana Yentas.
                                                     

“A Caça” é, segundo o crítico de cinema André Lux, um filme que todos deveriam ser obrigados a assistir, principalmente advogados e jornalistas.

Segundo a psicanalista Lourdes Lira, o filme levanta algumas questões sobre a sociedade e a busca da verdade. A ideia do projeto é, mais do que buscar repostas, levantar questões. “Um link interessante entre a psicanálise e o jornalismo é que ambos procuram a verdade. Sendo que a verdade em psicanálise guarda algumas especificidades, não excluímos a verdade material mas olhamos o que está por trás”, explica a psicanalista.

Para ilustrar o tema, Lourdes recorda o caso clássico da Escola Base, em São Paulo, em que o caso a falsa denúncia de abuso sexual na instituição escolar causou danos irreversíveis aos donos da escola. “Se por um lado, o acesso aos meios de comunicação e à notícia é muito mais democrático, isso implica em que tenhamos muito mais responsabilidades”.

“A Caça”, um tratado sobre a importância da presunção da inocência e com certeza vai chocar aqueles que acham que jamais serão acusados de qualquer crime, por serem “homens de bem”, iguais ao Lucas do filme. E será que é possível recuperar uma vida destruída por uma falsa acusação? Assista ao filme, participe do debate e saiba a resposta…

 Filme fala sobre a cruel eficácia das punições sociais

Em seu novo filme, Vinterberg aborda um tema que é, mais do que nunca, um dos pilares de qualquer Estado Democrático de Direito: a presunção da inocência, que dita a máxima “todos são inocentes até que seja provado o contrário”. E o diretor coloca o dedo na ferida de forma contundente ao mostrar o que acontece com a vida de uma pessoa quando esse princípio básico é desrespeitado.

A trama é protagonizada por Lucas, um ex-professor que, depois de ser demitido da universidade onde lecionava e largado pela esposa, só consegue emprego em uma pequena escola infantil, onde é muito querido pelas crianças. 

Uma delas é filha de seu melhor amigo e, por sofrer de carência afetiva por parte dos pais, fica cada vez mais encantada com a figura do carinhoso professor, ao ponto de “se apaixonar” por ele (algo muito comum entre as crianças pequenas). Mas quando ela declara seu amor, Lucas não reage da maneira adequada e acaba despertando a raiva da menina, que se sente rejeitada.

Vingativa, ela inventa para a diretora da escola que foi abusada sexualmente pelo professor (usando termos chulos que ouviu o irmão mais velho dizer a um amigo enquanto viam pornografia na internet). Daí para frente “A Caça” se transforma em uma tragédia, na qual o protagonista é imediatamente tratado como culpado e passa a ser hostilizado pela comunidade, inclusive por seus amigos, sem ter qualquer chance de provar sua inocência.

Programação do Cine ABI

 1935, O Assalto ao Poder – Brasil

Direção: Eduardo Escorel

26/11 às 18 horas

No fim do ano de 1935 três levantes militares tentaram derrubar o governo de Getúlio Vargas. Liderada por membros do Partido Comunista do Brasil, a insurreição deflagrada em Natal, Recife e no Rio de Janeiro, foi um fracasso. Em poucos dias o movimento foi inteiramente dominado. O governo de Getúlio foi implacável com os insurretos. Vários deles foram brutalmente torturados e até quem era mero simpatizante do Partido Comunista acabou preso.

O documentário conta com depoimentos de vários participantes do levante e intervenções dos historiadores Paulo Sérgio Pinheiro, Boris Fausto, José Murilo de Carvalho, Marly Vianna, Paulo Cavalcanti e Homero Ferreira, além do escritor Fernando Morais e do jornalista William Waak. O processo tem como protagonistas, além de Getúlio Vargas, Luiz Carlos Prestes, Octávio Brandão, Olga Benário, Gregório Bezerra e Giocondo Dias.

Flores Raras – Brasil

Direção: Bruno Barreto

Dia 10/12 às 18 horas

A história de amor entre Elisabeth Bishop (poeta americana vencedora do Prêmio Pulitzer em 1956) e Lota de Macedo Soares (“arquiteta” carioca que idealizou e supervisionou a construção do Parque do Flamengo). Ambientado no Brasil dos anos 50 e 60, quando a Bossa Nova explodia e Brasília era construída e inaugurada, o longa acompanha a história dessas duas grandes mulheres e suas trajetórias inversas.

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