sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cúpula da Unasul discute situação da Venezuela

                                       
A União de Nações Sul-americanas (Unasul) realizará hoje nesta em Lima uma reunião de cúpula dedicada a debater a situação da Venezuela com uma agenda aberta, mas com a premissa de reconhecer a vitória eleitoral do presidente Nicolás Maduro.

A pauta aberta foi confirmada ontem à noite pelo chanceler peruano, Rafael Roncagliolo, ao indicar que o presidente Ollanta Humala convocou a reunião de mandatários devido ao fato do Peru estar na presidência temporária da Unasul.

“Parece-nos importante analisar a situação juntos, assim como já fizemos com outras situações no passado; é uma agenda aberta para ter oportunidade de ter um diálogo conjunto”, afirmou.

Indicou que confirmaram sua presença os presidentes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guiana, Suriname e Uruguai.

Fontes diplomáticas informaram que o presidente do Equador, Rafael Correa, enviará um representante já que está atualmente na Europa, e Maduro também confirmou o envio de um delegado.

“Evidentemente há uma situação difícil e nós queremos ajudar nossos irmãos venezuelanos no que for possível”, disse o ministro.

Acrescentou que os mandatários decidirão se há um pronunciamento conjunto, mas que um projeto está sendo elaborado.

Lembrou que os países sul-americanos, entre outros, reconheceram os resultados da eleição venezuelana, mas é importante que os governantes se reúnam para ter uma perspectiva da situação política na Venezuela.

Outras fontes diplomáticas locais afirmaram que a premissa da reunião é o reconhecimento da legitimidade do processo eleitoral venezuelano, que o opositor derrotado Henrique Capriles se nega a aceitar apoiado pelos Estados Unidos.

A ideia, disse um dos consultados, é explorar as possibilidades de colaborar com a Venezuela para evitar o confronto, propiciar o diálogo e evitar atentados de violência como os ataques de grupos opositores que causaram sete mortes na segunda-feira.

A proposta inclui o respeito ao princípio de não intervenção, assim como uma análise sobre como terceiros podem se intrometer na situação, uma alusão ao histórico de ingerência dos Estados Unidos. (Com Cubadebate)


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