quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dia Nacional de Luta paralisa agências do Itaú e HSBC contra demissões. Bancários do Itaú também lançam campanha nacional de valorização


                                

Os bancários do Itaú e HSBC realizam nesta quinta-feira (18) um Dia Nacional de Luta contra as demissões que estão sendo feitas pelos dois bancos. Os trabalhadores também lutam por melhores condições de trabalho e cobram respeito e valorização profissional. 

Itaú

Os trabalhadores protestam contra as milhares de demissões, as péssimas condições de trabalho e ao descaso da direção do Itaú em resolver os problemas dos trabalhadores. Os sindicatos estão distribuindo a nova edição do jornal Itaunido, elaborado pela Contraf-CUT.

A mobilização lança também a Campanha de Valorização dos Funcionários, definida pela Contraf-CUT, federações e sindicatos. O mote é "Esse Cara Sou Eu", inspirado no sucesso de Roberto Carlos, fazendo uma paródia sobre as condições de trabalho no banco. 

"O cara que só pensa no programa AGIR toda hora, sempre com medo de perder o emprego. Que deixa de lado estudos e a família, que aceita o horário estendido, que sofre para bater as metas, que encara perigos como assaltos e doenças. Esse cara que, mesmo sendo caixa, é cobrado com metas diárias, mas que não recebe nenhum centavo do programa", diz um dos versos da música.


"Essa campanha foi construída no Encontro Nacional dos Funcionários do Itaú, realizado de 2 a 4 de abril, em Embu das Artes (SP), buscando pressionar o banco a negociar o fim das demissões e da política de rotatividade, bem como melhores condições de trabalho", afirma Wanderley Crivellari, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú

HSBC

A mobilização tem por objetivo alertar os clientes contra o descaso do banco. Os dirigentes sindicais estão distribuindo uma carta aberta para explicar os motivos dos protestos e pedir o apoio da clientela.

O HSBC obteve lucro líquido de R$ 1,225 bilhão em 2012, um crescimento de 9,6% em relação a 2011, e uma rentabilidade de 13,05% sobre o patrimônio líquido médio. Não tem justificativa para dispensar trabalhadores.

Todo esse lucro bilionário é obtido com a cobrança de altas taxas de juros e tarifas. E, apesar disso, o banco fechou 946 postos de trabalho no ano passado e pratica uma inexplicável política de rotatividade de mão de obra no Brasil, que ele não repete em nenhum outro país do mundo.

O número reduzido de bancários em função das demissões tem se refletido em imensas filas nas agências bancárias e precarizado o atendimento. O bancário é obrigado a trabalhar no limite, e sobrecarregado não consegue atender a demanda de clientes. (Com a Contraf)

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