terça-feira, 13 de outubro de 2015

Post recorrerá contra condenação de jornalista no Irã

                                                                   

O jornal americano Washington Post repudiou a condenação do correspondente iraniano-americano Jason Rezaian, por suposta espionagem. O editor executivo do jornal, Martin Barón declarou na última segunda-feira (12/10) que a prisão de Rezaian foi uma “injustiça ultrajante” Segundo Barón, o periódico está trabalhando junto à família do jornalista e de seus advogados para apresentar uma defesa o mais rápido possível:

— O veredicto de culpa anunciado pelo Irã representa uma injustiça ultrajante. O Irã se comportou de forma excessiva ao longo deste caso, mas nunca como nesta ocasião, com essa sentença de um tribunal revolucionário, pelo qual um jornalista inocente é condenado por graves crimes após um procedimento que se desenvolveu em segredo, sem que fossem exibidas provas de qualquer tipo.

O caso Rezaian criou uma situação que vem sendo fortemente criticada por autoridades americanas, já que nunca houve provas concretas de crimes cometidos por ele. Do outro lado, há 16 iranianos presos em cadeias dos EUA por violações às sanções impostas a Teerã.

O jornalista compareceu quatro vezes diante do Tribunal Revolucionário de Teerã desde maio último. Uma corte especial do órgão é responsável por julgar crimes políticos e casos relacionados à segurança do país.

Washington chegou a solicitar que as autoridades iranianas libertassem Rezaian, mas o governo do País, que não reconhece a dupla nacionalidade do profissional, alega que se trata de um caso exclusivamente iraniano. O jornal acusa Teerã de utilizar Rezaian como moeda de troca por concessões por parte dos EUA, durante as negociações do acordo nuclear entre o país e potências globais.

A condenação pode ser parte de um esforço mais amplo de Teerã para conseguir a libertação de cidadãos iranianos presos nos Estados Unidos.

Rezaian foi preso em julho de 2014. Desde então, passou a ser julgado a portas fechadas, com sua família sendo proibida de acompanhar os procedimentos. Os representantes do jornalista têm 20 dias para recorrer. (Com a ABI e agências internacionais)


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