sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A sempre jovem Revolução soviética de 1917

                                                                     

José Renato André Rodrigues

 Sem dúvida a Revolução Soviética de 1917, liderada pelo partido bolchevique, foi o acontecimento mais importante do século XX.

Foi um grande feito para a humanidade. Pela primeira vez os trabalhadores derrubavam a burguesia no poder, para dar início à construção de uma nova sociedade em condições difíceis para resistir à contra-revolução interna formada pelos antigos burgueses que, insatisfeitos com a revolução, procuravam sabotar o início da construção do socialismo na Rússia Soviética.

Além de lutar contra o inimigo interno, o país dos Sovietes teve que resistir ao cerco hostil dos países capitalistas que a todo tempo nunca deixaram de apoiar e fomentar a contra revolução interna na tentativa de restaurar o capitalismo na Rússia.

Em 2017, vamos comemorar 100 anos deste que foi um grande feito para libertar a humanidade da exploração e opressão do grande capital. Os comunistas não devem se sentir envergonhados nem fazer autocrítica dos processos revolucionários desencadeados após a GLORIOSA REVOLUÇÃO SOCIALISTA DE 1917. 

A herança deixada pela revolução soviética de 1917 foi mais positiva do que negativa, ao mesmo tempo em que essa revolução despertava admiração e simpatia por parte dos trabalhadores, intelectuais e outros setores progressistas. 

Despertou também muito ódio e raiva de todas as burguesias do mundo, tanto que, já no seu nascedouro, o Estado Soviético teve que enfrentar uma sangrenta guerra civil de 1918 a 1921, quando quatorze países capitalistas invadiram a Rússia Soviética na tentativa de destruir o Estado Soviético. 

Esta sangrenta guerra civil deixou um enorme prejuízo para as classes trabalhadoras darem início, em condições muito difíceis, ao processo de construção do Socialismo no país dos Sovietes.

Foi preciso lidar com o isolamento, após os fracassos e derrotas dos processos revolucionários nos seguintes países; Alemanha, Hungria e Itália. Ocorreu também a necessidade de vencer em tempo recorde os atrasos industrial, agrário, tecnológico e cultural da sociedade soviética. 

O SOCIALISMO permitiu que a União Soviética saltasse da condição de país agrário para se tornar uma potência industrial, garantindo o bem-estar a toda população através da universalização de direitos como o acesso aos serviços básicos de saúde, educação, transporte, lazer, pleno emprego, como também se preparando militarmente para defender as conquistas internas da Revolução Socialista, colocando-se à altura para enfrentar as ameaças das potências capitalistas.

Foi durante uma das maiores crises econômicas do capitalismo, nos anos de 1920 a 1930, que a Rússia Soviética saltou da condição de um país atrasado para se tornar a poderosa União Soviética, sob a liderança do Partido Comunista. O povo soviético conseguiu dar grandes saltos de qualidade, garantindo o bem-estar a todos os povos que faziam parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Falam-se muitas tolices e mentiras contra a União Soviética, não apenas setores de direita mas também alguns setores de esquerda, por exemplo, que a União Soviética não teve peso nem importância para a luta de classes a nível mundial.

Esses grupos na verdade são sociais-democratas e reformistas que se vestem de esquerda socialista mas na verdade funcionam como a mão esquerda da direita mundial. Não entendem, nem podem e jamais vão entender a complexidade de se construir uma nova sociedade sem a exploração e opressão do grande capital.

Foi graças à Revolução Soviética de 1917 que a Rússia, país atrasado, mergulhado na opressão social, econômica e religiosa, se tornou a poderosa União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Esta Revolução além de garantir e assegurar direitos fundamentais aos diversos povos que faziam parte da União Soviética permitiu que a esta combatesse e derrotasse o nazi-fascismo, uma das maiores máquinas de morte criadas pelo capitalismo para combater a classe operária, os trabalhadores, os movimentos sociais e, em especial, os comunistas.

A segunda guerra mundial foi chamada pelos soviéticos de grande guerra patriótica. O que estava em jogo nesta guerra não era apenas a existência da União Soviética como primeiro Estado Socialista; o que estava em jogo era toda a humanidade. Foi a resistência do Povo Soviético, liderado pelo Partido Comunista, que possibilitou a União Soviética não só libertar seu território como também libertar mais de dez países da ocupação nazi-fascista. Não podemos esquecer o papel de Stalin durante todo esse processo de resistência, até a vitória final sobre o nazismo na Alemanha, em 1945.

Após vencer a grande guerra patriótica, o prestígio da União Soviética deu fôlego para o avanço das lutas dos povos subjugados, sempre contribuindo para por fim ao sistema colonial das grandes potencias capitalistas.

Alguns movimentos de independência, por causa do prestigio do Socialismo, após se livrar da condição de colônia, adotavam regimes de orientação socialista quando chegavam ao Governo, como um meio de se aproximar dos países Socialistas, para tentar vencer o subdesenvolvimento do período colonial, já que as grandes potências capitalistas são as principais responsáveis pelo atraso econômico das ex-colônias, são justamente as ex-metrópoles que financiavam grupos armados para desestabilizar e derrubar governos contrários à orientação política das grandes potencias capitalistas, e ainda hoje, as ex-colônias sofrem as consequências do antigo período colonial. Basta observar a crise dos refugiados em nossos dias.

Sem dúvida, a existência da União Soviética e em seguida a formação da comunidade de países Socialistas, foi fundamental para fortalecer ideologicamente o movimento comunista internacional, os movimentos sindicais e populares em todo o mundo, fazendo com que as classes dominantes nos países capitalistas concedessem direitos aos seus trabalhadores, o famoso “DAR OS ANÉIS PARA NÃO PERDER OS DEDOS”. 

O medo, a cautela e a precaução impediam as investidas do imperialismo nas guerras de rapina, porque existia uma correlação de forças a nível internacional. Após a desintegração da União Soviética e o fim da comunidade de países socialistas, as forças reacionárias do grande capital estão se sentindo mais fortes para atacar os direitos históricos dos trabalhadores em todo mundo.

Apesar dos erros que ocorreram durante o processo de construção do socialismo, os comunistas não podem e não devem se esconder ou alimentar vergonha da herança de 1917. Ao fazermos um balanço da revolução Soviética de 1917, acreditamos que foi positivo. Agora é hora de reafirmar a dialética para entender os novos fenômenos do capitalismo contemporâneo para melhor combatê-lo com muita firmeza ideológica sem fazer concessões ao reformismo e à conciliação de classe.

Sabemos que vivemos uma conjuntura desfavorável para as forças revolucionárias em especial para os comunistas, porém acreditamos que é necessário reafirmar o caminho da revolução socialista em bases sólidas, através das armas teóricas desenvolvidas por Marx e Engels, onde Lênin ocupa um papel central no desenvolvimento da concepção de mundo fundada por Marx e Engels. 

Lênin foi fundamental na luta contra o reformismo, na defesa da dialética e na criação do partido de Novo Tipo.

Afirmamos também a atualidade do Marxismo-Leninismo como antídoto contra a ideologia burguesa e suas diversas manifestações no seio da esquerda, em especial entre os comunistas quando se rendem as agendas pós-modernas que não tem o corte classista em seu programa. Acreditamos que a chama deixada pela revolução Soviética de 1917, jamais vai se apagar. Que as classes trabalhadoras se encontrem com a justiça e a liberdade, com o caminho aberto pela revolução Socialista de 1917.
Que outros outubros possam vir através de novas revoluções socialistas em diversos países do mundo capitalista!!

José Renato André Rodrigues

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