terça-feira, 8 de novembro de 2016

Sindicato reúne jornalistas em noite de lançamento do livro sobre seus 70 anos

                                                                                                Jade Vieira / Vilarejo
Jornalistas de várias gerações e pessoas de diversas profissões reuniram-se na noite desta segunda-feira 7/11 numa confraternização motivada pelo lançamento do livro “Álvares Cabral, 400 – A Casa da Liberdade”, que conta a história do Sindicato e da Casa do Jornalista. A festa completou um ciclo de comemorações, iniciado no ano passado, quando o Sindicato somou sete décadas de fundação, no dia 6 de setembro, mas não interrompe o resgate da memória da entidade: um documentário, em parceria com o Museu da Imagem e do Som, a Rede Minas e o Instituto Newton Paiva, já está a caminho, revelou o presidente Kerison Lopes. 

                     O livro está sendo vendido no 
                      Sindicato ao preço de R$ 30

“Este é um momento muito especial. É uma grande honra para mim ser o presidente do Sindicato na gestão em que ele completou 70 anos”, disse Kerison. “O jornalista é um contador de histórias e eu sempre ouvi muitas histórias do Sindicato contadas por jornalistas. Nossa intenção foi juntar tudo numa obra que sirva de referência para as próximas gerações de jornalistas”, explicou.

“Este é um documento que faltava, a história do Sindicato precisava ser contada”, enfatizou o presidente da Casa do Jornalista, Mauro Werkema. “Era preciso registrar em livro o que o Sindicato representa para a comunidade, um espaço de acolhimento dos movimentos sociais, de luta pela liberdade e pela democracia”, acrescentou, lembrando que na Casa do Jornalista nasceram, entre outras entidades, o Sindicato dos Artistas, o Sindicato dos Médicos, o Sindicato dos Engenheiros, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação e a Associação Cultural José Martí.

Páginas heroicas

Kerison lembrou que naquele momento mesmo estavam reunidos, em outro espaço da casa, jovens que ocupam escolas em Minas Gerais. Uma salva de aplausos interrompeu sua fala, demonstrando o apoio dos presentes à Primavera Estudantil contra a PEC 55 e a medida provisória que reforma o ensino sem consultar estudantes, professores e sociedade. “Tomara que os jornalistas continuem escrevendo páginas heroicas como estas que estão narradas neste livro”, disse.

Ele agradeceu aos parceiros que viabilizaram a publicação do livro em tempos tão difíceis: o próprio Mauro Werkema, que liderou o trabalho, juntamente com demais diretores da Casa do Jornalista; o editor Paulo Lemos, da Livraria e Editora Graphar, autora do projeto executado com recursos da Lei Rouanet e patrocínio da CBMM; o jornalista J. D. Vital, gerente da CBMM; a fotógrafa Vera Godoi, autora da pesquisa de imagens; os jornalistas João Paulo Cunha, José Maria Rabêlo, Fabrício Marques, Mirian Chrystus e Lorena Tárcia, que contribuíram com análises que fazem parte do livro; a diretoria e os funcionários do Sindicato. Mauro Werkema destacou o autor da pesquisa e do texto, o jornalista Paulinho Assunção.

Centro cultural

Mauro Werkema anunciou que a diretoria da Casa do Jornalista pretende transformá-la num centro cultural, “essencial para a reflexão política necessária ao país, hoje”. A vice-presidenta Alessandra Mello enfatizou que a coisa mais importante da história do Sindicato é o legado da casa aberta. “Isto é motivo de muito orgulho pra gente, este não é um espaço só para o sindicalismo, é uma casa da liberdade e da democracia. Aproveitem a nossa casa”, convidou.

O vice-presidente da Casa do Jornalista, José Maria Rabêlo, lembrou que quando voltou do exílio, em 1979, depois de 15 anos, o primeiro a recebê-lo no aeroporto foi o ex-presidente Dídimo Paiva, representando o Sindicato. A ex-presidente Dinorah do Carmo contou que foi ela quem entregou a Rabêlo a sua nova carteira de jornalista, já que a antiga tinha se perdido com o golpe de 1964. “A campanha pelas Diretas Já começou aqui no Sindicato”, finalizou Rabêlo.

Além dos citados, estiveram presentes à festa os ex-presidentes Paulo Lott, Manoel Marcos Guimarães, Luiz Carlos de Assis Bernardes, Américo César Antunes, Aloísio Morais Martins e Aloisio Soares Lopes; Artenius Daniel, Marcelo Fiúza, Mariana Viel, Eduardo Motta, Vilma Tomaz, Ângela Drummond, Marcelo Freitas, Lúcio Peres, Symphronio Veiga, Carlos Barroso, Fernando Miranda, Otacílio Lage, Fernando Rabelo; o diretor de teatro Pedro Paulo Cava, o sociólogo João Batista dos Mares Guia, entre muitos outros.

(Com o SJPMG)

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