sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Centenas de manifestações paralisam o Brasil com greves, bloqueios e ocupações

                                                                                                     Frente Brasil Popular
Manifestações em várias cidades de todos os estados do Brasil ocorreram durante esta sexta-feira (11) contra o governo de Michel Temer e suas medidas antipopulares, como a PEC 55 (antiga PEC 241) que congela os gastos públicos por 20 anos.Uma série de iniciativas foi adotada pelos movimentos sociais e sindicais para paralisar as atividades do país durante todo o dia.

Desde o início da manhã, rodovias em todo o Brasil foram bloqueadas pelo MST e MTST. O movimento do sem teto informou que bloqueou mais de 15 vias pelo Brasil. Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, foram 11 rodovias bloqueadas. Em Pernambuco foram nove, organizadas pelos sem terra. Também houve bloqueios em Porto Alegre, Goiânia, Recife e Uberlândia.

Doze pontos das principais rodovias do Rio Grande do Norte foram bloqueados, com a presença de 2 mil manifestantes organizados pela Frente Brasil Popular. Em Natal, uma passeata foi até a Arena das Dunas, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, contra os ataques do governo federal e estadual, que impõe atraso nos salários dos servidores públicos e pretende privatizar o ensino superior estadual.


Ainda em São Paulo, milhares de pessoas se reuniram na Praça da Sé para um ato político. O professorado marchou desde a Praça da República, enquanto a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo saíram do MASP.

Houve também paralisação parcial do transporte público, com panfletagens no metrô. Funcionários da SABESP, a Companhia de Saneamento Básico do estado, paralisaram suas atividades nesta sexta. Várias cidades da região metropolitana e do interior também tiveram mobilizações, com destaque para a ocupação de uma escola em Barueri, greve de funcionários da educação e saúde em Sorocaba e protestos também de servidores em Embu das Artes.

                                                                                       Jornalistas Livres
Em Minas Gerais, o centro de Belo Horizonte encheu de manifestantes, que também bloquearam a ponte que dá acesso à cidade no km 49 da BR-304. Na UFMG foi declarada greve, assim como a Universidade Federal de Juiz de Fora. Em Uberlândia, além do bloqueio de rodovia, foi organizada uma passeata.


O Ministério da Educação, em Brasília, foi alvo de uma marcha de professores e estudantes. Ademais, houve paralisação de rodoviários e trabalhadores dos serviços de limpeza, que estão em greve.
Na região sul do país, manifestantes realizaram uma caminhada com caminhões de som no centro de Curitiba, sindicalistas e estudantes bloquearam uma avenida de Porto Alegre com paralisação também de rodoviários enquanto que várias cidades de Santa Catarina tiveram protestos, também com paralisação rodoviária em Florianópolis.

João Pessoa e outras cidades da Paraíba tiveram paralisação dos serviços de limpeza. Alagoas viu 5 mil marcharem pelo centro de Maceió e a ocupação estudantil da UFAL, além de mobilizações no Sertão, no Agreste na Zona da Mata. Vias foram interditadas por manifestantes na região metropolitana de Salvador e no interior da Bahia.

Em Fortaleza, passeatas foram realizadas contra as reformas da previdência e trabalhista e pelo “Fora Temer”. No interior do Ceará, servidores públicos também se manifestaram junto à população. Em Pernambuco, além das rodovias bloqueadas, bancários pararam agências do centro de Recife.


Em Goiás, a capital Goiânia e várias cidades do interior tiveram manifestações. No Amapá, o campus de Oiapoque da UNIFAP foi ocupado pelo estudantado – assim como o campus de Lagarto da Universidade Federal de Sergipe –, no Pará várias cidades tiveram manifestações, incluindo uma marcha de trabalhadores, estudantes, sem terra e quilombolas até o Tribunal de Justiça.
No Amazonas, estudantes e trabalhadores protestaram no centro de Manaus contra a PEC 55 e a Reforma do Ensino Médio, além de protestos estudantis no interior do estado.

Os professores da Universidade Federal do Espírito Santo votaram pela greve, acompanhando a decisão dos estudantes do mesmo campus de Vitória na quarta-feira passada. Depois, todos se juntaram a sindicalistas na manifestação que ocorreu no centro da capital contra a PEC 55 e pela greve geral.

O Rio de Janeiro contou com uma manifestação que reuniu mais de 5 mil pessoas, trabalhadores e estudantes, na Candelária, em direção à Assembleia Legislativa. Os protestos são contra Michel Temer e o governador Luiz Fernando Pezão, que conduz à crise no estado implementando medidas contra, principalmente, os servidores públicos, que já vêm se manifestando nas últimas semanas. 

Rondônia teve todo o seu funcionalismo público estadual paralisado nesta sexta-feira. Na capital, Porto Velho, as ruas encheram contra as medidas dos governos federal e estadual.
Além dos estados em todo o Brasil, houve mobilizações fora do país, como em Coimbra (Portugal) e Oslo (Noruega).


Contudo, o principal fator do chamado Dia Nacional de Greve foram as paralisações e manifestações em massa, em centenas de cidades do interior do país, não apenas nas capitais. Além disso, as categorias que aderiram às paralisações, como petroleiros, portuários, rodoviários, servidores públicos além de sem tetos, sem terra e estudantes, mostra que foi exitoso o dia de protestos, principalmente pela maior radicalidade das ações (bloqueios, piquetes, ocupações de instituições de ensino, locais de trabalho e prédios públicos).

(Com o Diário Liberdade)

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