sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Toda solidariedade ao MST

                                                                                                   Mídia Ninja

            José Carlos Alexandre

    Aí pelos anos 60, em antes do malfadado 31 de março de 1964, latifundiários ameaçaram impedir pela força a criação de Sindicatos de Camponeses no Estado. Alguns de Sete Lagoas, que chegaram a ameaçar de morte, por exemplo, o ex-deputado Sinval Bambirra, do PTB.

   Nesta mesma época, "latifundiários urbanos", expressão vigente à época, buscavam destruir aglomerados que começavam a surgir em BH, um deles no Conjunto Santa Maria, onde o mesmo Bambirra, junto com o advogado Dimas Perrin, os dois sempre ao lado dos ameaçados e oprimidos, atuaram para garantir o direito de moradia aos desvalidos.

     Um clima para lá de ruim, contrastando com o vigente em âmbito nacional onde começavam a avançar lutas sociais vitoriosas e o governo João Goulart, a despeito das conciliações de sempre, tomava cada vez mais medidas progressistas.

    Até hoje o anteprojeto de Reforma Agrária do governo Goulart é considerado dos mais avançados.

    Contraditoriamente, depois de 13 anos de governo dito popular, o que vemos é que a Reforma Agrária ainda é contestada no Brasil,  notadamente nestes tempos em que a América Latina retoma seu viés conservador.

    A invasão da Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema, São Paulo, insere-se neste clima reacionário que  começa a se instalar no Brasil.

     Urge a atuação de  sindicalistas do campo e das cidades para combater a violência com que se observa no episódio e que pôde ser assistido em coberturas da imprensa e em vídeos promovidos pelo MST.
                       


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