domingo, 10 de abril de 2016

Adjetivos Mágicos

                                                                                                             Internet
                      
  Arnóbio Moreira Félix                                          


Você já parou pra pensar na força que tem os adjetivos, ao nomearem os números de mágica? Adjetivos, por definição, são palavras que caracterizam o substantivo, atribuindo-lhe qualidade, estado, aparência etc. 

Eu já tenho 30 anos de atuação na Arte Mágica e sempre me encantei pela energia, beleza e “magia” contidas em um simples nome de um aparato mágico ou de um efeito específico. 
Apenas para citar alguns exemplos, Vejamos:

 Guarda sol “maravilhoso”; Funil “encantado”; Caso “espetacular”; Mala “moscovita”; Carta “ambiciosa”; “Suprema” produção de pombos; Bola “excelsior”; Lenço “simpático”; Carta “mentalista”, Caneta “volátil”; Papel “fortuna”; “Extravagante” matemática; Bolsa dos “sonhos”; Impressora “flash”, Copos “diminuintes”; Aros “chineses”; Plumeiro “encantado”; Carta “mentalista”; Caixa dos “milagres”; Copo “fantasma”, Tubo de “Aladim”; Surpresa “sofisticada”; Jarra “inesgotável”; Argola “fugitiva”; Moeda “viajante”; Baralho “camaleão”; A lâmpada “flutuante”; Esqueleto “bailarino”; Tapete “misterioso”, Canivete “astral” e tantos outros. Ponto para o gênio do marketing que, há séculos, iniciou a “encantadora” tradição.

Pode parecer bobagem, mas todos nós somos influenciados pelo poder que tem as palavras...faladas ou escritas. Não importa se estamos vendo um catálogo de artigos ou uma sequência de números que serão apresentados em um show. O nosso imaginário sempre viajará e divagará na força que os adjetivos têm e isso é um importante elemento de marketing, pois nos remete ao fascínio, à Ilha da Fantasia, ao MÁGICO! 

O mesmo se aplica aos nomes das lojas de artigos mágicos, espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. “Castelo” das mágicas; “Multimágicas”; “Palácio” das mágicas; “Império” das mágicas; “Bazar” de magia; Magic “house”; “Planeta” das mágicas etc. Nestes casos, os nomes nem chegam a serem os adjetivos.

A força e a atratividade do nome já estão no próprio substantivo que nomeia a loja. Observe também o nome de vários artistas e de vários espetáculos e veja como é frequente o uso deste tipo de recurso. É claro que não é apenas no mundo mágico que este detalhe mercadológico acontece. Observe os cardápios dos restaurantes, os nomes de filmes ou de livros, os predicados atribuídos a um candidato a algum cargo, os títulos de muitas poesias, os anúncios imobiliários, os roteiros de viagem divulgados pela agência de turismo e tantos outros exemplos.


O nosso desafio enquanto artistas é ter a habilidade de superar as expectativas do nosso público. O nosso cartão de visita ou outras peças publicitárias, e mesmo o anúncio do espetáculo, podem e devem ter a atratividade para influenciar o nosso público, mas é nosso trabalho e a nossa performance que terão o nobre papel de encantar, de seduzir e de fidelizar o nosso espectador e o nosso cliente.

Deste modo, amigo leitor e honroso confrade, lembrem que os adjetivos, além de contribuírem para a organização e descrição do mundo em que vivemos, são muito valiosos como itens do nosso marketing pessoal e institucional. O que não podemos esquecer é que as palavras influenciam, mas são os nossos exemplos, o nosso espetáculo e as nossas atitudes que arrastam e que marcam o nosso trabalho e a nossa postura. 

Podemos concluir que um show foi “bom” ou “ruim” mas estejamos sempre comprometidos em sermos artistas “sérios”, “talentosos” e, acima de tudo, “coerentes” com aquilo que prometemos entregar ao cliente. Desse modo, a força do adjetivo que levou o cliente até você será amplificada, no último grau, se ele realmente se encantar pelo seu trabalho! Pense nisso!
Sucesso e luz!

Arnóbio Moreira Félix
Mágico Bill Morélix
Ortopedista e Palestrante Motivacional
MBA em Gestão Empresarial pela FGV              
Belo Horizonte – MG - (31) 32670091
www.magicobill.com

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