sábado, 9 de abril de 2016

Panama papers: A WikiLeaks põe em causa a credibilidade da ICIJ

                                                                       
Bruno Bertez


A WikiLeaks , o grande sítio mundial de revelações, denuncia as práticas do International Consortium of Investigative Journalists ( ICIJ ) e denuncia uma operação de manipulação orientada. 

A questão central é saber quem se arroga o direito de peneirar e seleccionar aquilo que deve ser revelado ao público. Portanto, quem tem um comportamento responsável ou não e quais são os critérios desta responsabilidade. 

Trata-se de um debate crucial, como temos explicado: o segredo e a retenção dão poder, poder de controle e de chantagem. 

Portanto a WikiLeaks não admite esta prática e a assim chamada responsabilidade a que se refere. Isto leva-a a explicitar as suas críticas. 

No Twitter , a WikiLeaks acusa o ICIJ de ser uma criatura de Soros "com sede em Washington DC, financiada pelo soft-power de Soros para esquivar-se ao fisco", o qual "tem um problema com a WikiLeaks". 

Quando se publica uma informação há pelo menos dois aspectos a considerar:

O primeiro é o conteúdo 
O segundo é porque é publicada
Toda publicação corresponde a uma intenção, a um desejo: pretende-se alguma coisa. 

E muito frequentemente é o segundo ponto, o desejo, que se esconde por trás da publicação que é a questão mais importante a elucidar. Ninguém duvida que a bola foi lançada, não só há um trabalho de investigação a fazer acerca do conteúdo dos Panamá papers como também há que fazer um trabalho de verdadeira investigação, não um trabalho de "bandeja", sobre todas as circunstâncias e isto é que é apaixonante. Isto é a verdadeira investigação. 

A investigação jornalística não consiste em ficar sentado na sua poltrona à espera dos "balanços" ou do que serviços secretos venham apresentar como dossiers. Não, ela consiste em puxar os fios que estão escondidos para subir àqueles que querem manipular por meio da imprensa. 

Aqui, as informações publicadas são pagas, financiadas por um consórcio de capitalistas fabianos , ou seja, partidários da Terceira Via, aquela que mantem a exploração dos assalariados, naturalmente, mas atenua os efeitos pela repartição, os grandes princípios, ou seja, a vaselina. 

O capitalismo fabiano é o mundo a duas velocidades, é a proletarização das classes médias, o fim da soberania dos povos, é a Nova Ordem Mundial, o governo mundial pela oligarquia de que Soros é o farol, a estrela evidente. Afirmamos: o homem de palha. 

A luta é entre o capitalismo "hard", o capitalismo de produção, identitário, e o capitalismo "soft", o capitalismo de mercado financeiro, o capitalismo sublimado, sem fronteiras. O primeiro é que pressiona mas faz isso utilizando as técnicas do "soft power". 

A luta é entre o capitalismo de empresa que ousa mostrar seu verdadeiro rosto e afirmar sua legitimidade e este capitalismo envergonhado, hipócrita, que se esconde por trás dos conceitos de abertura, de modernidade, de direitos dos homens, etc. 

Agora isto é muito claro, estamos numa luta política e geopolítica, as coisas devem ser encaradas como tal.

O original encontra-se em leblogalupus.com/... 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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