domingo, 20 de dezembro de 2015

Bíblia, verdades e lendas


                                                  Eu sou leitor da Bíblia

           José Carlos Alexandre

José  Carlos Alexandre à beira do Rio Jordão. local onde Cristo teria sido batizado
                                                           
                                          Estive em Israel e na Palestina, depois de passar pelo Egito.
Neste último país não há nenhuma evidência histórica da existência quer da época do cativeiro israelita quer  de seu libertador, Moisés, considerado o autor dos cinco primeiros livros da Bíblia, conhecidos também como a Torá. 

                                            Nas cidades à beira do Mar da Galileia ( que é lago  um pouquinho maior do que a Lagoa da Pampulha) também não há qualquer evidência histórica da presença de Jesus Cristo. Nem em Nazaré, nem em Belém. Em nenhum lugar, pelo menos até agora.

E os lugares considerados "santos", como o Jardim das Oliveiras, nas Igrejas da Natividade, na do Santo Sepulcro e na própria Via Sacra sempre há dúvidas sobre se tais locais são realmente os  mesmos relatados nos evangelhos. 

                                          Mesmo porque foram escritos pelo menos 50 ou mais anos depois da morte de Cristo. O mesmo acontecendo com as cartas (epístolas) de Paulo.  E terremotos e guerras podem ter concorrido para mudanças acentuadas nos palcos dos supostos acontecimentos.

        
                                          Eu sou leitor contumaz da Bíblia há mais de 30 anos, apesar de tudo.

E ainda me emociono com as histórias da Torá.

Do nascimento de Moisés, da Travessia do Mar Vermelho, da destruição de Sodoma e Gomorra e da Mulher de Lot transformada em Estátua de Sal.

Bem como com a fuga de José para o Egito.

Com o Cativeiro na Babilônia, a reconquista da Terra Prometida, mesmo sabendo que tudo não passa de contos da carochinha.

Como a cantora Ana Carolina gostaria que os filhos de Abraão vivessem em regime de total paz e de colaboração mútuas, embora reconheça também o direito dos palestinos ao seu Estado, com capital em Jerusalém Leste.

No mais confesso que me emocionei ao extremo no Museu do Holocausto em Jerusalém. 

Jamais deixaria de comer o homus em Tel Aviv, com as melhores cervejas do mundo.

Sempre comerei carneiro na Via Sacra.

Nadaria no Mar Morto .

E  continuaria a cantar o Hava Nagila, navegando despreocupado, mesmo diante da queda estrondosa de alguma oliveira nas  cercanias do Mar da Galileia. 

Nem me assustaria diante de eventual balanço mais violento do barco ao chegar à margem próxima de Cafarnaum.

Uma viagem para jamais se esquecer...
  

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