terça-feira, 8 de dezembro de 2015

“O Globo” demite 30 funcionários; redação é a mais atingida pelos cortes

                                                                     
O jornal carioca O Globo iniciou na tarde da última segunda-feira (7/12) uma série de cortes em seu quadro de funcionários. IMPRENSA apurou que cerca de 30 trabalhadores foram cortados, sendo a redação a área mais atingida, com aproximadamente 18 demitidos. Os repórteres com mais tempo de caso foram o alvo neste passaralho.

Das vagas que foram fechadas atualmente pelo jornal, oito estavam abertas e foram congeladas momentaneamente. A apuração aponta que o veículo não pretende fazer mais cortes no próximo ano. A ideia é fazer arranjos internos para não diminuir a produção de conteúdo. Procurado por IMPRENSA, o jornal não quis comentar o caso. 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro também não tinha conseguido contato com a direção do jornal.  A diretora da entidade, Paula Máiran não soube precisar o volume de cortes, mas afirma que a nova onda de demissões em O Globo não pode ser confundida com a atual crise econômica do país.

 “Há uma mudança no modelo de negócios do jornal. Em março de 2014, Ascânio Seleme, diretor de redação do Infoglobo, disse no congresso nacional dos jornalistas de Maceió que há um projeto em andamento para dar fim ao Globo impresso”. 

De acordo com Paula, Seleme anunciou que esse projeto, já em andamento, estava delineado para acontecer em dez anos. “Porém, na mesma época vazou um relatório da Secom que dava conta do fim da edição impressa do Globo em 5 anos. Com essas considerações, vemos que o que ocorre n’O Globo são consequências deste projeto do Infoglobo”, avalia.

A diretora do sindicato ainda revela que um levantamento da entidade mostra que de janeiro a setembro deste ano houve 293 homologações de jornalistas demitidos no estado do Rio de Janeiro, sendo a maioria de ex-funcionário do Infoglobo.

Segundo ela, a maior preocupação é o fato de as empresas estarem demitindo para contratar serviços terceirizados dos próprios ex-funcionário para a produção de conteúdo. “Entendemos que isso é uma forma de precarização das relações trabalhistas. Os mesmos funcionários continuam produzindo, mas sem os seus direitos”.

Para concluir, Paula Máiran informa que o sindicato entrou com uma ação contra Infoglobo para exibir que a empresa pague ao menos o piso salarial aos jornalistas (R$2432,00). “Hoje eles não pagam nem o piso e ainda não reajustaram os salários mediantes a inflação deste anos. Sendo assim, essas demissões não podem ser justificadas pelo aumento do valor pago em direitos aos trabalhadores”. (Com o Portal da Revista Imprensa)

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