terça-feira, 1 de dezembro de 2015

"Chico Cunha"

                                                                       
"Chico Cunha"

Essa é antológica.

Coisas do Ceará.

Parei hoje em uma farmácia da Pague Menos e me deparei com a seguinte cena:
No balcão estávamos eu e um policial, ambos comprando remédio pra gripe.
No interior da farmácia estava uma senhora varrendo,
e a gerente da loja reclamando com ela.
Segue o diálogo:
Gerente - Por que a senhora passou cinco dias sem vir trabalhar?
Zeladora - Mulher, Chico Cunha me deu uma surra que passei cinco dias na cama com o corpo todo dolorido,
não conseguia mexer nem os olhos que doía tudo.
Pense numa surra!
Policial - A senhora deu queixa na delegacia? Sempre que acontecer algo assim,
dê queixa! Serve para que possamos tomar alguma providência.
Zeladora - Como que eu ia dar parte se não tinha forças nem para me mexer?
Teria que pegar ônibus, e eu não tinha condições.
Policial - E a senhora ainda vive com esse sujeito?!
Se separe, não aceite essas coisas!
A lei Maria da Penha, nossa conterrânea, te protege.
Zeladora - Que sujeito?
Policial - Esse seu marido, amante, sei lá o quê, esse tal de Chico Cunha!
Zeladora - Não é meu marido não, é esse mosquito famoso,
parente do mosquito da dengue...

Ninguém aguentou, foi uma gargalhada geral.
Esse "Chikungunya" já ganhou um apelido mais fácil,
"Chico Cunha".


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